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por Sonia Maria Souza e Silva


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Amigos e parentes aconselham o afastamento de Sarney do Senado

http://bahiapress.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2009/03/sarney.jpg


MÔNICA BERGAMO

colunista da Folha de S.Paulo


Parte da família e amigos mais próximos do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), devem aconselhá-lo a se afastar da presidência do Senado. O senador deve se reunir em breve com seu grupo mais próximo.

A análise inicial é de que, sem o apoio do DEM, bombardeado pelo PSDB e com o apoio relutante do PT, ele não teria mais condições de permanecer à frente do Senado e ficaria cada vez mais exposto a críticas e denúcias da imprensa e da oposição.

A decisão final é do próprio Sarney, que ainda não deixou transparecer claramente que decisão tomará.

A pressão pela saída de Sarney aumentou depois da descoberta que seu neto é dono de uma empresa que negocia contratos de empréstimos consignados com funcionários do Senado. Vários parentes de Sarney foram empregados em gabinetes de outros senadores por meio de nomeações em atos secretos.

A bancada do DEM no Senado decidiu em reunião hoje defender o afastamento da José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado. O DEM apoiou a eleição de Sarney e se reuniu para revisar o apoio incondicional do partido ao peemedebista após as denúncias de irregularidades nas contratações de parentes.

"O DEM apoia claramente o pedido de licença do presidente Sarney até que a investigação apresente resultados. As investigações precisam ser transparentes e ter credibilidade, disse o líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN).

Um pouco antes, no Twitter, Agripino antecipou que iria defender na reunião o afastamento de Sarney do cargo. "Vou defender na reunião de bancada a tese da isenção das investigações. Como as investigações são conduzidas pelos funcionários do Senado, acompanhados pelo Ministério Público e TCU (Tribunal de Contas da União). A isenção recomenda a licença do presidente Sarney", diz Agripino no Twitter.

O PSOL protocolou hoje a segunda representação contra Sarney para que ele seja investigado no Conselho de Ética do Senado. Ontem, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), denunciou Sarney e pediu que ele fosse investigado no conselho pelos mais de 600 atos secretos da Casa.

Sarney encaminhou neste fim de semana uma carta aos 80 colegas de Senado para se defender das denúncias de que seu neto teria sido favorecido em negociações com a instituição. Sarney reconhece que uma empresa de José Adriano Sarney intermediava empréstimos consignados para servidores da Casa, mas afirma que não interferiu nos negócios do neto.

"Nenhuma ligação pode ser feita entre a minha presidência e o fato objeto da reportagem. Quero também comunicar-lhe que pedi à Polícia Federal que investigue todos os empréstimos consignados no Senado e as empresas que os operam", afirma ele na carta.

Em nota divulgada na quinta-feira, o presidente do Senado afirmou que existe uma "campanha midiática" contra sua permanência no comando da Casa porque apoia o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sarney disse que seu neto tem qualificação profissional para intermediar empréstimos consignados entre instituições bancárias e servidores do Senado.

César de Castro · Não há vista · Deixe um comentário
01 Jul 2009

O filme que o César recomenda


Filme 'Cidadão Boilesen' investigação industrial que financiou a repressão


Carlos Helí de Almeida, Jornal do Brasil

RIO - Em abril de 1971, o empresário dinamarquês (naturalizado brasileiro) Henning Albert Boilesen, então diretor do grupo Ultragás, foi executado por militantes da esquerda, acusado de financiar a repressão militar contra a guerrilha urbana. Sugerida em filmes (Pra frente Brasil, de Roberto Farias, Lamarca, de Sérgio Rezende) e peças (Sonata tropical, de Roberto Elisabetsky), a associação entre empresários brasileiros (particularmente os paulistas) e a ditadura militar (1964-1985), um tema tabu no país, é investigada a fundo no documentário Cidadão Boilesen, uma das atrações da 14ª edição do festival É Tudo Verdade, cuja versão carioca começa nesta quinta-feira, com a projeção para convidados de Domingos, de Maria Ribeiro. A primeira sessão do filme está marcada para dia 29, no Arteplex, às 20h.

Escrito e dirigido pelo jornalista Chaim Litewski, o filme tem como fio condutor a biografia do executivo, que veio para o Brasil no fim dos anos 30 e fez fortuna no país. Anticomunista ferrenho, Boilesen não só teria estado à frente da caixinha dos empresários que levantou fundos para financiar a Operação Bandeirantes (Oban) – a agência de repressão aos opositores dos militares – como também teria participado pessoalmente das sessões de tortura na sede do DOI-Codi de São Paulo. Cidadão Boilesen recorre a depoimentos de parentes, amigos, historiadores, políticos, militares e ex-integrantes da luta armada para traçar o perfil do controverso industrial, que frequentava as altas rodas e as colunas sociais e, supostamente, tinha o perverso hábito de visitar os porões da ditadura.

Há décadas os mistérios envolvendo a personalidade e a trajetória de Boilesen fascinavam Letewsk que, num primeiro momento, pensou em escrever um livro sobre o empresário. O jornalista chegou a recortar e guardar obituários publicados em jornais e revistas da época. Anos mais tarde, no entanto, soube da publicação de uma biografia do executivo na Dinamarca, intitulada Likvider Boilesen, de Henrik Kruger. Letewski desistiu de escrever um livro e começou a pensar num documentário biográfico sobre o dinamarquês.

– Cada descoberta só fazia aumentar meu interesse pelo personagem. Boilesen é um ser quase ficcional, parece que viveu uma dicotomia tipo Jekyll e Hyde, noite e dia – compara o diretor, radicado em Nova York. – O interesse por ele me acompanhou por muitos anos. Em 1994 comecei a me organizar no sentido de realizar um documentário sobre Boilesen e seu tempo. O grande problema de qualquer pesquisador é saber quando parar, botar um ponto final na pesquisa. Isso só aconteceu dois anos atrás, quando recebi a pasta dele do SNI (Serviço Nacional de Informações).

Sobre a memória de Boilesen pesam acusações consideradas absurdas pelo filho do empresário, um dos depoentes do documentário. Militantes da esquerda atribuem ao presidente da Ultragás a criação de um instrumento de tortura que emitia choques elétricos graduais, acionado por um teclado, que ficou conhecido como Pianola Boilesen. O empresário também teria sido colaborador da CIA, a agência de inteligência americana. Depoimentos de políticos, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, religiosos como dom Paulo Evaristo Arns, ex-agentes da Oban, e ex-guerrilheiros são costurados numa tentativa de evitar a absolvição ou a condenação de um personagem vilanizado pela esquerda brasileira.

– De maneira alguma esse projeto deve ser visto, considerado ou percebido como revanchista ou revisionista. A ideia foi sempre incentivar o maior número possível de opiniões. Isso foi feito através de dezenas de entrevistas e fartamente ilustrado com cine-jornais, arquivos de TV, filmes de ficção, documentários, arquivos oficiais e particulares e outros materiais iconográficos – defende-se o diretor. – Não partimos de conceitos predeterminados. Os diferentes pontos de vista foram articulados e respeitados.

Não faz muito tempo, o Uruguai alterou a Lei de Anistia contra militares e a Argentina determinou que eles sejam julgados na Justiça Comum. Litewski espera que Cidadão Boilesen pelo menos contribua para jogar luz sobre um dos períodos mais tristes e obscuros da história brasileira recente:

– Para ser absolutamente sincero, não tenho ideia do tipo de impacto que esse documentário possa causar na sociedade brasileira. Espero que sirva para que se estude mais profundamente o tema. Isso já seria uma grande vitória.
César de Castro · 17 vistos · Deixe um comentário
07 Abr 2009

Quem tem DADO vai em cana!


Dado Dolabella obtém habeas e  deixou a prisão nesta quarta


Depois de passar a madrugada em uma delegacia e o dia preso em uma cela comum com outros 13 detentos, o ator Dado Dolabella recebeu habeas-corpus no fim da tarde desta quarta-feira (18) e  deixou a carceragem da Polinter, na Pavuna (zona norte do Rio). O ator foi preso terça à noite por descumprir decisão judicial que o impedia de ficar a menos de 250 metros de sua ex-namorada, a atriz Luana Piovani.

O encontro entre os dois aconteceu no camarote da Brahma durante o Desfile das Campeãs, no carnaval carioca e, posteriormente, na festa Bailinho, no Museu de Arte Moderna (MAM), que acontece em alguns domingos do mês. No camarote, ele chegou a circular com uma fita métrica que seria uma forma de ironizar a decisão judicial de manter a distância de Luana. Fotos da atitude do ator constam no processo. No ano passado, eles romperam o namoro depois de ele ter supostamente agredido Luana e a camareira da peça que ela fazia, Esmeralda de Souza.

A camareira, conhecida no meio artístico como Esmê, precisou imobilizar os dois braços e passou 30 dias afastada do trabalho depois de ser empurrada pelo ator. A agressão à camareira teria acontecido quando ela tentou separar uma discussão do casal, na qual teria a agredido. Ele foi indiciado e, posteriormente, denunciado pelo Ministério Público com base na Lei Maria da Penha, já que um laudo de perícia indicou que Luana sofreu uma lesão leve.

Depois de ter um habeas-corpus negado durante a madrugada pela desembargadora de plantão Tereza Neves, o advogado do ator, Michel Assef Filho, deu entrada no pedido de reconsideração da prisão. Segundo ele, a atitude de Dolabella de circular pelo camarote com uma fita métrica foi "infeliz". Segundo o advogado, a desembargadora Giselda Leitão entendeu que não havia justificativa para a prisão.

César de Castro · 13 vistos · Deixe um comentário
19 Mar 2009

Dormindo aqui em casa (de J. Carino)


DORMINDO AQUI EM CASA

 


















Vivemos agora os tempos do “ficar”, essa expressão tão elástica adotada pelos jovens, significando algo entre o contato fugaz traduzido em beijos e carícias até um relacionamento um pouco mais sério e duradouro.

Não obstante os novos rótulos, nós, os mais velhos, já vivemos tais experiências, só que com menos desenvoltura, pelo menos até os anos sessenta do século passado, em que o chamado “amor livre” fincou suas raízes e mudou bastante os relacionamentos, sobretudo os sexuais.

Do banco de trás dos automóveis até aos motéis, a revolução sexual seguiu sua marcha, marcando, sobretudo, a libertação da mulher dos jugos preconceituosos e machistas. Da pílula à queda vertiginosa do anacrônico tabu da virgindade, tudo mudou, senão completamente, pelo menos substancialmente.

Quando digo que nem tudo mudou completamente, chego ao ponto que suscitou o tema desta crônica, partindo de uma conversa com um amigo que tem duas filhas.

Aos que me leem peço um olhar especial sobre o que digo. Não o olhar distanciado, sociológico, psicológico ou filosófico, mas um olhar atento e carinhoso, que se detém na voz e na expressão de meu amigo, ao dizer: “Pois é, o namorado de uma das minhas meninas dormiu lá em casa ontem”.

Estamos, não é, caro leitor, cansados de saber que, embora igualmente preocupada e zelosa, fossem essas filhas filhos homens, a expressão de meu amigo talvez fosse menos ansiosa e compungida.

Sei também que, em tempos de tanta insegurança e violência, praticamente todos os pais preferem ter os filhos no abrigo seguro do lar que nas ruas ameaçadoras, ou mesmo na frágil segurança do interior dos motéis.

Estas reflexões não dizem respeitos a pais e mães retrógrados, ou mesmo aos que, embora posando de “avançados”, acabam por revelar-se bem tradicionalistas quando se trata dessa questão. Não. Penso mesmo nos pais e mães esclarecidos, como esse meu amigo e sua esposa.

Imagino a cena, interpretando pedaços de frases na descriçao feita por meu amigo. Uma filha viajando, em férias na casa de uma tia em outro estado. O quarto das meninas liberado... e para a mais nova.

A noite calorenta avança, depois do lanche, durante o qual o pai viu sua loirinha de olhos azuis inteiramente voltada para o atual namorado, que ele conhece pouco mas lhe parece um excelente rapaz.

Um parêntesis, prezado leitor, para que nos entendamos: meu amigo sabe, tão bem quanto nós, que não lhe cabe, fundamentalmente, julgar o moço, ainda que sob os critérios frouxos e imprecisos de “excelente” ou “péssimo” rapaz. Sabe que a escolha é de sua filha, e que deve respeitá-la, etcétera e tal.

Mas, apesar de sua visão liberada e liberal do mundo, meu amigo vê, apreensivamente, que o programa de TV a que todos assistem agora na sala já chegou ao final; ouve a filha perguntar à mãe onde está aquele travesseiro mais alto, pois o rapaz só dorme com travesseiros assim; observa a filha toda sorrisos em meio à espuma da pasta de dentes... E finalmente finge que não vê a porta do quarto sendo fechada.

Em suas próprias palavras, meu amigo permaneceu na sala como “entre dois mundos”, num limbo entre seu próprio tempo, de construção dessa liberdade sexual, e o momento de hoje, que não somente bate à sua porta mas entra no quarto de sua filha.

A mãe? Ah, as mulheres, caro leitor, sempre estiveram anos-luz à frente dos homens, mesmo num mundo patriarcal e machista. Sua sintonia com filhos e filhas sempre foi de uma natureza profunda, humaníssima, capaz de uma compreensão intensa e completa, coberta de generosidade. A mulher de meu amigo simplesmente foi se recolher, provavelmente refletindo sobre a situação, mas revestindo-a com esse manto de sentimento e entendimento de que, talvez, somente as mulheres são capazes.

Pode ser que a maneira de meu amigo encarar a situação seja anacrônica. Talvez esta crônica seja anacroníssima. De qualquer modo, ofereço estas reflexões, sobretudo aos meus amigos pais de adolescentes que vivem os tempos de “ficar”, de amar, de buscar a liberdade genuína, em todos os momentos, sob todos os aspectos, com todos os sentidos.

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    J. Carino é professor universitário aposentado, consultor e escritor, sendo autor de “Olhando a Cidade & Outros Olhares” (UniverCidade Editora, 2004), livro de crônicas sobre os bairros do Rio de Janeiro, com apresentação de Ruy Castro. Para conhecer mais sobre o autor visite a sua página www.jcarino.com.br

 

César de Castro · 8 vistos · Deixe um comentário
06 Mar 2009

Tom Cruise tem novidades cinematográficas


Cruise e Denzel Washington podem

estrelar filme juntos

Cruise e Denzel Washington podem estrelar filme juntos
Arquivo
Tom Cruise cabou de lançar "Operação Valquíria" pelo mundo, inclusive aqui no Brasil, mas já tem o pé em seu próximo trabalho. O marido de Katie Holmes deve atuar ao lado de Denzel Washington no que promete ser um estouro de bilheterias.
Os pesos-pesados de Hollywood estão escalados para a adaptação de "The Matarese Circle" para as telonas. O filme é baseado no livro de Robert Ludlum, o mesmo criador de "Identidade Bourne".
Segundo os sites "Hollywood Reporter" e "Variety", Cruise está em fase de negociações finais. A história é sobre o espião russo Vasili Taleniekov (Cruise) e o agente americano Brandon Scofield (Washington), dois inimigos mortais que são forçados a se unir depois de descobrirem que estão na mira de uma conspiração política idealizada por um grupo conhecido como os Matarese.
A produtora do filme, a MGM, espera lançá-lo em meados de 2010.
César de Castro · 18 vistos · Deixe um comentário
12 Fev 2009

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