Nem o Sol cobre melhor as notícias que César de Castro

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As chuvas causam estragos em nossa região





No momento em que todos tentam se livar das enchentes, dos verdadeiros rios que se formam no Rio de Janeiro, César de Castro, notável inventor acaba de criar o protetor para sapatos.  O modelo é unissex e ainda está sofrendo alguns aperfeiçoamentos.

A invenção ainda é vulnerável aos respingos, porém em breve será lançada uma nova versão que certamente agradará os milhões de usuários.

Fiquem ligados, a venda por reembolso postal será liberada para todos os brasileiros.
César de Castro · 41 vistos · 0 comentários
21 Jan 2009

O dia em que a Terra parou (Por Francisco Carbone)


Confesso que não tenho muita habilidade para fazer comentários de obras cinematográficas e sempre quando me pedem alguma opinião de um filque prestes a estreiar, sirvo-me dos amigos da página "Crônicas Cariocas".  Dessa vez quem me salvou foi o crítico de cinema Francisco Carbone que está dando um show de análise a respeito da estréia e do conteúdo de "O dia em que a Terra parou". 
Espero que voces gostem.

 


Depois de longo e tenebrosíssimo inverno (leiam-se cansaço, indisposição e alguma doença de verdade no meio) volto a minha cadeira aqui no Crônicas Cariocas, saudoso em escrever e compartilhar com meus leitores (se é que ainda os tenho) minhas opiniões a respeito dos últimos petardos da Sétima Arte. E volto à ativa logo com algo desse naipe, uma refilmagem de um grande clássico da ficção científica, dirigida nos anos 50 por ninguém menos que Robert Wise (do também seminal O Enigma de Andrômeda), e que pra surpresa de absolutamente ninguém resulta num filme cheio de defeitos, quase de má qualidade.

Ok, após ver o trailer, é chover no molhado a constatação de que as causas ecológicas do filme são no mínimo divertidas (num péssimo sinal), que Jennifer Connelly não precisa disso pra sobreviver, que Kathy Bates continua jogando seu talento na lama, e que Keanu Reeves continua sendo a tábua de passar roupa que sempre foi. O pior é perceber que cada uma dessas afirmações é ainda amplificada pelo filme, num nível onde pouco sobra.

Para quem não conhece a trama, vamos a ela: no meio de um dia normal no pacato país conhecido como Estados Unidos da América (sempre eles, o umbigo do mundo), quando todos os cientistas disponíveis no mercado são chamados para uma emergência pelo Governo, onde não terão importância alguma a não ser ouvir e se espantar, ficamos sabendo que um provável asteróide irá colidir com o planeta azul (que sono...). Qual não é a surpresa generalizada ao perceber que tal asteróide não passa de uma possível ‘nave’ de transporte para o representante de uma raça superior e extraterrestre, que veio até nós para informar o óbvio: que a Terra está sendo destruída pelo ser humano (que tédio...), mas que eles resolveram intervir, e ao invés de ver o planeta destruído, eles destruirão a nós... nada mais justo a povo tão relaxado com o lugar onde vive. Com essas informações delineadas, o filme começa o flagelo rumo abaixo, e também em direção ao politicamente correto discurso da proteção ambiental.

Se apenas as intenções do filme fossem ridículas, mas sua realização fosse a contento, daria pra relevar. O que não dá pra deixar passar é um roteiro de quinta categoria, cheio de buracos e passagens mal e/ou não explicadas, uma correria sem fim numa produção que obviamente queria ter uma duração o menor possível, e acabou com uma montagem truncada e safada, dando predileção a trama envolvendo o extraterreno Klaatu (Reeves; pensando bem, ele está perfeito como um ser que não consegue ter emoção alguma, afinal isso é apenas o que ele é como ator) e negligenciando a abordagem do governo em relação a seu protetor, o misto de robô e arma assassina GORT, que deveria ter passagens cruciais e acaba recebendo tratamento de indigente pelo roteiro.

Como já dito, de tudo dá pena: de Connelly, de Bates, do pequeno filho de Will Smith, Jaden, do ótimo Jon Hamm (do seriado Mad Men), e até do coitado do Keanu, que não entendeu que sua carreira está indo pro vinagre. Só não tem como ter pena de Hollywood, que continua bancando projetos cretinos como esse, simplesmente pelo prazer de tomar o dinheiro do povo viciado em destruições em massa. Em tempo: alguém deveria ter dito a Scott Derickson que depois do que Roland Emmerich fez a Manhattan (em Independence Day e O Dia Depois de Amanhã), não seria uma tola nuvem de gafanhotos destruidores que “acabam” com um reles caminhão e um estádio esportivo que saciaria a sede desse povo.

Ou seja, até no quesito efeitos especiais o filme fica no meio do caminho. Onde diabos ele acerta então? Nas inúmeras alfinetadas ao narcisismo, intransigência e prepotência americanos, fazendo com que a personagem de Bates (a Secretária de Defesa do filme) ouça poucas e boas, de civis e de ETs. Constrangedor, e hilário.

César de Castro · 69 vistos · 0 comentários
09 Jan 2009

Invenções 2009 - Limpador de nariz na conta certa!




A primeira invenção é o limpa nariz na altura do usuário.

Ninguém está livre de pegar um resfriado. Por isso nossa equipe de Ciência e Tecnologia resolveu arregaçar as mangas e criar uma maneira que não prejudicasse a menina resfriada. Existe sempre o perigo de pegar o rolo de papel higiênico na altura do vaso sanitário e com isso provocar um deslocamento da coluna. Também existem pessoas que costumam levar dentro da bolsa ou mesmo no bolso da calça o famoso lenço, geralmente fedorento, amarrotado e hospedeiro de inúmeros vírus, bactérias e demais microorganismos tão nocivos a nossa saúde.

Por tudo isso a César de Castro Tecnologic Corporation lançou o rolo aeróbico para limpeza de narizes, cútis e demais partes dos membros superiores.
Espero que vocês gostem e possam divulgar a seus amigos ou colegas de trabalho.

César de Castro · 237 vistos · 0 comentários
09 Jan 2009

Trinta moedas ou um vintém pra Judas?






Um Vintém pro Judas


Aída Marcuse


"Logo chegaria 24 de dezembro.

Quantos dias faltavam, não tinha importância: o que contava era o dinheiro para os fogos.
Fazer o Judas tinha sido fácil. Paulo, Mário, Raul e os outros meninos do bairro conseguiram as roupas. Um, a calça rota; outro, a camisa velha; o terceiro, os sapatos em desuso; e outro ainda, as meias furadas da mãe.
O chapéu foi tirado do espantalho da rocinha de Dom Pancho, que de tão velho nem se deu conta do fato.
Encheram o corpo de palha, fizeram a cabeça com as meias, pintaram os olhos, o nariz e a boca e se revezavam para tomar conta do boneco na esquina do armazém.
À noite, cada dia um levava o Judas para dormir em casa.
— Um vintém pro Judas...
Alguns davam até um real, mas era raro. Geralmente as pessoas não davam nada ou davam apenas um vintém. Os tempos estavam difíceis e o dinheiro fazia falta para outras coisas.
Nunca mandavam Alicinha pedir, no entanto ela ia sozinha, por conta própria. Com a cara suja, o nariz escorrendo, a boca aberta e a roupa que, de tão pequena, ficaria apertada no irmão menor, conseguia mais moedas do que os meninos. As pessoas ficavam condoídas dos seus olhos grandes e bem abertos de emoção.
As outras meninas só eram aceitas no final, quando os garotos viam que, sem a a ajuda delas, não conseguiriam o dinheiro para os fogos. Aí, então, saíam todos a pedir pelo bairro:
— Um vintém pro Judas...
Enfim chegou o grande dia!
É noite de Natal. No entanto, é preciso esperar a meia-noite, agüentar a ceia e as tias velhas que nunca se cansam de dizer:
— Nossa, como você está crescido!
...Devagarinho Suzana se aproximou da esquina onde o boneco
sorridente esperava seu destino, sentado numa velha cadeira de vime. E cheia de curiosidade, ficou parada admirando o Judas. Fazia pouco tempo que sua família vivia neste bairro, nesta cidade, neste país.
Tudo era novo e estranho para ela.
— O que é Judas, mamãe? — decidiu-se finalmente a pergunta.
— Não é que, é quem.
— Quem é Judas, mamãe?
— O certo é quem foi.
— Tá bem. Quem foi Judas, mamãe?
— Não foi ele, quer dizer... hum! Vá lá! Judas foi quem entregou Jesus para ser crucificado.
— Por isso, vamos queimá-lo?
— Como fazemos todos os anos... — disse Mário com tanto ódio que assustou Suzana.
Mário não era seu amigo. Os outros meninos também não. Suzana não tinha amigos no bairro, nem sequer se diziam oi!
— Mamãe, deixe eu ficar, nunca vi queimar um Judas! — suplicou.
— Não, vamos embora.
— Por quê, mamãe?
— Porque não, porque enfim, porque...
Suas perguntas eram sempre respondidas assim, sem respostas. E ela tinha tanta coisa para perguntar...
Por que eles não iam à missa aos domingos, na igreja do bairro, como faziam as outras famílias? Por que ela não havia feito a Primeira Comunhão aos oito, nem aos nove anos?
Agora, que já estava com dez anos, tinha a certeza de que nunca faria a Primeira Comunhão. Por que sua família era tão diferente das outras?
Sua mãe também não havia respondido a estas perguntas.
Dessa vez, Suzana estava decidida a encontrar sozinha a resposta. Por isso, deixou a mãe se afastar.
Encantada, acompanhava os preparativos das crianças.
Não sabia se podia sentar-se entre elas na calçada sem ser convidada. Como não lhe disseram nada, ficou de pé.
Pedro a olhou com curiosidade: não era feia essa nova garota.
Suzana devolveu o olhar de Pedro com um sorriso tímido que parecia pedir para ser aceita e querida por eles, por ele.
Pedro se aproximou devagar e parou indeciso perto dela. Estava tão próximo que Suzana podia tocá-lo.
No entanto, Pedro começou a conversar com Mário e lhe deu as costas. Enquanto isso, os outros meninos enchiam o Judas de bombas.
Suzana baixou os olhos e não se moveu, esperando que Pedro lhe falasse alguma coisa. Ele, porém, saiu distraído conversando com Mário.
Pouco a pouco foram chegando os pais das crianças.
— Papai, que horas são?
— Quinze para a meia-noite.
Logo em seguida voltavam a perguntar:
— Papai, que horas são?
— Meia-noite!
Os sinos das igrejas começaram a tocar enquanto os meninos, gritando de alegria, botavam fogo no Judas.
Suzana não perdia um gesto, um movimento, uma palavra. Pedro sorria olhando para ela... ou seria para alguém atrás dela?
As chamas fizeram o Judas estremecer, antes que as bombas
estourassem...
De repente, o Judas deu um pulo, como se estivesse vivo, e espatifou-se sobre a cadeira que também pegou fogo.
Os adultos riam e as crianças pulavam de alegria. Os meninos batiam palmas encantados. Pouco tempo depois o fogo do Judas se apagou e entre as cinzas sobraram os sapatos.
As pessoas se despediram umas das outras e voltaram para casa felizes. Os pais comentavam com os filhos a queima do Judas. Suzana ficou só. Sozinha com os sapatos que sobraram do fogo.
Sentiu frio. Pensava no Judas: teria sofrido ao se queimar?
— Era apenas trapo! — disse em voz alta, para se convencer.
Porém, os sapatos, como se fossem testemunhas, lhe diziam o contrário."


A história de Um Vintém pro Judas se passa durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), época em que o Uruguai recebeu muitos imigrantes dos países europeus em guerra.



A autora, Aída Marcuse, é escritora de livros infanto-juvenis.

César de Castro · 73 vistos · 0 comentários
23 Dez 2008

Horário dos bancos no Natal (Agência Brasil)


De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), nas cidades onde não há horário de verão as agências vão abrir no dia 24 com uma hora a menos em relação ao horário de Brasília. Ou seja, nas capitais e regiões metropolitanas, com uma hora a menos em relação a Brasília as agências vão funcionar das 8h às 10h e no interior das 7h às 9h.

Nos estados com duas horas de diferença em relação a Brasília, o atendimento das agências bancárias ocorre das 8h às 10h (em Brasília das 10h às 12h) e das 7h às 9h nas capitais e regiões metropolitanas e interior, respectivamente.

Nos dias 31 de dezembro e 1º de janeiro não haverá atendimento ao público nas agências bancárias.

O atendimento da Central 135 da Previdência Social também funcionará em horário especial nos dias 24 e 31 de dezembro.

Nesses dias, a população poderá ligar para a central das 8h às 20h (horário de Brasília). Nos dias 25 de dezembro e 1º de janeiro não haverá atendimento.

Já as agências da Previdência Social em todo o país funcionam até as 14h nos dias 24 e 31 de dezembro e reabrirão na sexta-feira (26) e no dia 2 de janeiro.

César de Castro · 75 vistos · 0 comentários
22 Dez 2008

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