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Hulk tem Bruce Banner neurótico e bem diferente de 1962


Algumas pessoas enviaram mensagens para que fosse feita uma análise de algum filme de Super Herói para que pudesse levar as crianças para se divertir.

Como não sou expert em crítica cinematográfica, resolvi pedir socorro ao cronista Fabrício Mohaupt que escreveu essa especial e bela análise do Hulk, contando sua história desde a sua criação até essa nova versão para o cinema.  Espero que você leia e possa matar a saudade do velho gibi.

Fotos: Divulgação/Universal


Antes de falar sobre o filme, quero passar algumas informações. Não que sejam relevantes a quem o for assistir e não for fã de gibis. É apenas por questão de diversão. É certo que todos podem assisti-lo sem prejuízo, mas quem conhecer as histórias terá um algo a mais na diversão. Eu tive!

O Incrível Hulk foi criado em 1962, por Stan Lee (que, como de costume, faz uma ponta engraçadíssima). A versão original surgia por causa da explosão de um bomba gama. O jovem cientista e gênio em física nuclear, Robert Bruce Banner, foi trabalhar na instalação de pesquisa atômica do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, na base do deserto, Novo México, sob o comendo do general Thaddeus “Thunderbolt” Ross. Lá, projetou e supervisionou a construção da primeira bomba gama, um dispositivo nuclear com intensa radiação gama.

Assim que a contagem regressiva da primeira detonação da bomba começou, Rick Jones, um adolescente, invadiu a zona de teste. Bruce viu-o e correu para salvá-lo, jogando-o numa vala de proteção, mas, antes que pudesse abrigar a si próprio, a bomba explodiu. Inexplicavelmente, sobreviveu. Agora, irradiado por energia gama, toda vez que fica nervoso, transforma-se em uma descontrolada criatura verde, causando pânico e destruição.

Há poucos anos, numa tentativa de conquistar novos leitores, o presidente da Marvel, Bill Jemas, e o editor-chefe, Joe Quesada, decidiram devolver o Homem-Aranha e os X-Men às suas origens. Para isso, criaram a inovadora linha Millennium. É como se fosse u universo Marvel paralelo ao original. Nele, versões ousadas e inovadoras dos heróis tradicionais.

Aqui, a origem do Hulk é bem diferente. Bruce Banner é um cientista franzino e neurótico, que tinha a missão de reproduzir a fórmula do soro do supersoldado que havia criado o Capitão América na 2ª Guerra Mundial. Após desastrosos fracassos, ele aplicou o soro em si mesmo e acabou se tornando um gigante que devastou Manhattan.

O filme pega elementos dos dois universos para criar o seu Hulk. A origem, com certeza, é a da linha Millennium. Entretanto, o Bruce Banner tem muito mais a ver com o da linha tradicional.

Não dá nem para comparar com o filme de Ang Lee, raso, infiel e ruim “pra dedéu”. O filme de Louis Leterrier está anos-luz à frente e é, finalmente, uma boa adaptação de um dos personagens mais queridos dos fãs de HQs. A começar pelo elenco: Edward Norton como Bruce Banner; Liv Tyler como Betty Ross; Tim Roth como Emil Blonsky (aquele que se tornará o Abominável); William Hurt como o Gen. Thaddeus 'Thunderbolt' Ross; Tim Blake Nelson como Samuel Sterns (nome conhecido de quem é fã de quadrinhos e que, provavelmente, estará presente no próximo); Robert Downey Jr. como Tony Stark (é isso mesmo! O Homem de Ferro). É um elenco que dá credibilidade a qualquer filme. Sua contribuição, no entanto, não foi só essa. Todos estão muito bem, em especial, Edward Norton, Tim Roth e William Hurt.

O Hulk, apesar de digital, não parece, em momento algum, aquela coisa esquisita do filme anterior. É muito bem feito e sua interação com os elementos da produção é perfeita. Aliás, os efeitos desta película estão caprichados e dificilmente desagradarão a alguém.

Há inúmeras referências e homenagens, em especial à famosa série televisiva que estreou em 1977, na qual o campeão de fisiculturismo Lou Ferrigno interpreta o personagem esmeralda. O ator Bill Bixby interpreta o cientista David Bruce Banner (aliás, nunca entendi a mudança de nome de Robert para David). Os olhos verdes que Bixby exibia antes das transformações estão lá. Lou Ferrigno faz uma ponta tão engraçada quanto a de Stan Lee.

Um ponto que não gostei foi a dublagem que fizeram de alguns personagens da fábrica em que Bruce trabalha aqui no Brasil, mas que, segundo li, é melhor que o português americanizado do original. Não sei porque não usaram atores brasileiros para esses papéis, uma vez que até usaram a belíssima Débora Nascimento, a única atriz brasileira com falas.

Outro grande ponto a favor é a integração que a Marvel está buscando em seus filmes. O ideal do Capitão América está lá, a idéia dos Vingadores também. Assim como a poderosa Shield e Tony Stark. Tudo muito bacana de se ver.

Que me desculpem os sisudos, como alguns que vi e ouvi na nossa sessão, mas o filme é bom sim! Cheio de ação, pancadaria, personagens bem trabalhados, bom roteiro e uma boa história. Enche os olhos de qualquer fã. Os meus ficaram brilhando.

Não houve, na cabine de imprensa, cena alguma depois dos créditos. Mas, atenção! Na do Homem de Ferro também não houve cena adicional para a imprensa. Quem sabe ocorre o mesmo com o Hulk? Como levarei meu filho para assistir no cinema, não sairei da sala de jeito algum antes de acabar a projeção.

César de Castro · 227 vistos · 0 comentários
06 Out 2008. 09:42:12

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http://cesardecastro.extrablog.net/O-Blog-do-Cesar-b1/Hulk-tem-Bruce-Banner-neurotico-e-bem-diferente-de-1962-b1-p16.htm

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